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O líder conectado na nova cadeia de valor

Alvin Toffler, um dos mais importantes futurólogos do planeta, previu, na década de 1980, o que hoje observamos em cada “bit” trocado na internet: a geração de riqueza passou das mãos da produção para as mãos da informação. Os anos se passaram e os sistemas foram criados para permitir o processamento e precisão de informações, deslocando assim o foco da cadeia produtiva tradicional. Se antes estava concentrada na produção de bens, hoje está focada na prestação de serviços e experiência do usuário com determinada marca.

O poder está nas mãos do consumidor conectado a uma rede de outros consumidores. Eles ganharam voz e exposição suficiente para produzir informações, relatos e experiências capazes de alavancar, bem como derrubar corporações até então intocáveis.

Em uma economia que tem a informação como protagonista há espaço, antes limitado a pessoas e certos grupos econômicos, para o cidadão conectado que tem um propósito e está interessado em questionar o status quo, ou seja, a forma como determinados produtos e serviços são feitos hoje. Na era onde o conhecimento é abundante, há pessoas em todo o mundo, pensando e criando soluções que mudarão completamente a forma de consumir e se relacionar.

Temos exemplos de jovens empreendedores que lançaram tecnologias em suas garagens e se tornaram objeto de desejo, bem como plataformas que atraem bilhões de usuários. Esta evolução permite que qualquer um que lance uma ideia e que gere vantagem competitiva, possa ganhar milhões, talvez bilhões de dólares.

Digo isso, uma vez que o líder atual, conectado em sua cadeia de valor, deve perceber e aproveitar essa transição histórica na nossa humanidade como uma oportunidade – de um lado se derrubou as barreiras e podemos chegar em todo o globo e conquistar novos consumidores – por outro lado, a importância do tratamento do ser como indivíduo e seu protagonismo perante sua marca, produtos e serviços.

É imperativo para o líder de hoje, ao pensar em seu modelo de negócio, avaliar estratégicas como: a “experiência do cliente” ao adquirir seus produtos/serviços, como diferencial competitivo por ser única para cada um; “criação de nichos” – conceito de Cauda Longa, na qual pode se especializar e interagir com público personalizado, se distanciando da concorrência e melhorando a eficiência; proporcionar um ambiente para a convivência entre gerações e, por fim, ter consciência e flexibilidade para viver essas mudanças e permitir a adaptação contínua e a prosperidade do negócio.

Como disse Heráclito, filósofo grego ainda em 500 a.C. “A única constância é a mudança”.

*Paulo Gonçalves é psicólogo empresarial, coach executivo e consultor associado da Dasein em São Paulo.

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