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A transformação digital veio para ficar?

Novos aplicativos e funcionalidades a cada momento, internet das coisas, analytics, inteligência artificial, machine learning. Já repararam que há pouco tempo nenhum destes temas estava em nosso dia a dia ou nos canais de comunicação? Rapidamente nossa relação com os telefones celulares mudou completamente e passamos a nos relacionar com serviços básicos de uma forma naturalmente digital. E nem lembramos disso!

Um exemplo quotidiano está nos aplicativos de taxi ou melhor, de mobilidade. Aguardar no ponto do taxi parece tão antiquado quanto as velhas fichas telefônicas. Nos EUA, pela assistente digital da Amazon, a Alexa, você pode pedir pizza por comandos de voz, indicando que gostaria do mesmo pedido da semana passada. Simples assim. Descomplicado, intuitivo e acessível a um ponto que passa a ser incorporado nas nossas vidas assim como foi com o celular, porém em ciclos de adoção cada vez mais curtos. Aperta-se um botão ao lado da máquina de lavar e no dia seguinte você recebe um pacote com seu sabão em pó preferido, sem sair de casa, sem usar a carteira.

Transformação digital ou digitalização?

A transformação digital tem como marca a mudança de paradigmas para um patamar completamente diferente. Através de uma série de recursos computacionais que estão acessíveis a um custo que sempre diminui e com aumento de desempenho, podemos olhar para os desafios das empresas e das pessoas em geral e repensar cada serviço e produto que podemos oferecer sem nos preocuparmos com barreiras tecnológicas, dentro de certos limites. A IBM, por exemplo, aplica a capacidade de análise e aprendizado do Watson para auxiliar médicos do mundo todo no tratamento oncológico individualizado. A cada novo caso, mais “ele” aprende, melhor se torna, mais vidas ajuda a salvar. Impensável há poucos anos, fascinante. Segundo Max Weber, “o homem não teria alçado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível”.

“Timing é tudo e, ao perdê-lo, não desista, busque uma outra oportunidade, e outra ainda até acertar o passo neste novo e inebriante mundo”, Christian Horst A Reis.

Negócio, design e tecnologia

Ao unirmos o conhecimento do negócio à uma nova forma de desenharmos a experiência do cliente e à expertise tecnológica, podemos repensar indústrias inteiras. As novas abordagens rompem barreiras departamentais, adotam métodos ágeis de trabalho para entregar em ciclos curtos, incorporam design thinking para auxiliar na identificação das perguntas e atributos essenciais e a partir deles rapidamente criar protótipos que vão ganhando forma de produtos e serviços. Estas habilidades ainda são um diferencial e logo mais se tornarão a nova regra.  Cientista de Dados, Agile Coach e UX Designer, são alguns dos participantes dos grupos de trabalho organizados em Squads junto ao time de negócios. Diferente, diverso, rápido, fluido e dá resultado!

Oportunidade de reinvenção contínua

A revolução que estamos vivendo, silenciosamente e de forma avassaladora, transforma as nossas experiências com o mundo ao ponto de não mais entendermos como vivíamos antes.

Ao avaliarmos que o que fazemos hoje e a forma como trabalhamos e nos relacionamos pode não mais fazer sentido num futuro mais ou menos próximo, temos a missão de nos reinventarmos continuamente. Não posso deixar de mencionar Confúcio: “A experiência é uma lanterna nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido”.

A verdadeira transformação digital está dentro de nós mesmos! Ao abraçarmos o novo, podemos ser protagonistas da mudança e nos sentimos melhor ao descartarmos o que não será mais útil na nova jornada. Falhe rápido, mude para o próximo desafio da lista até acertar. O exercício desta tolerância ao erro é a nova norma para se obter sucesso.

A opção pela relevância

Se de alguma forma você está inserido num contexto ou oportunidade de transformação digital, atue para que os temas escolhidos sejam de relevância reconhecida dentro e fora da sua organização, que impactem no core business e sua sustentabilidade, aumentado a competitividade, criando novos modelos de negócio, prevenindo acidentes e salvando vidas, evitando fraudes, facilitando a vida dos seus clientes a um ponto em que eles optem pelo seu produto e serviço por algo a mais que sequer consigam explicar, pela experiência única e de difícil imitação.

Parece uma realidade distante? Lembre-se que tudo está acontecendo rápido a um ponto em que quando percebemos, a mudança já ocorreu no concorrente ou um novo modelo de negócio fez com que uma empresa tradicional perdesse sua relevância.

Quem sabe faz a hora

O momento é excepcional e único, nos permite sonhar e concretizar, falhar rápido para aproveitar a próxima oportunidade e nos desafiarmos intelectualmente como nunca antes. Quando o ritmo da mudança é acelerado, a janela de oportunidade é mais restrita. Timing é tudo e, ao perdê-lo, não desista, busque uma outra oportunidade, e outra ainda até acertar o passo neste novo e inebriante mundo. O único pecado neste momento é o de não agir e permanecer como observador passivo.

Hora de grandes reflexões, de movimentos ágeis, de conexão constante com um mundo de ideias em ebulição, pois a transformação digital veio para ficar!

Por: Christian Horst A Reis – CIO da VLI Logística e administrador de empresas com MBA pela Rotterdam School of Management e WHU Koblenz

*Artigo originalmente publicado na edição de fevereiro de 2018 da revista DNews

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