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Metaverso nas empresas: por que devo ficar atento?

Metaverso além do tech: entenda como sua empresa pode se beneficiar deste novo ambiente

 

Sai da reunião no Zoom, entra no Whatsapp. Responde as mensagens, checa o e-mail. Pausa para uma espiada nas redes sociais e naquele item desejado nos canais de e-commerce. Depois do expediente, as chamadas de vídeo com a família e as resenhas com os grupos de amigos são uma forma de lazer, pois te aproxima das pessoas queridas.

Se viu nessa rotina? Fato é: a nossa vida está cada dia mais digital, especialmente nos últimos dois anos de pandemia. O que nos distanciaria, então, de uma realidade ainda mais imersiva virtualmente? Para os especialistas, nada. Isso já é real com a chegada do metaverso.

Prova disso foi o anúncio feito pelo Facebook, em 2021, obre sua mudança de nome para Meta. Além da nova alcunha, Mark Zuckerberg afirmou que o objetivo da plataforma é se tornar uma empresa de metaverso nos próximos cinco anos.

A partir de então, o termo virou um hit entre empresas de tecnologia e acionou um alerta entre as companhias que não tinham se planejado para o novo mundo virtual. No varejo, as iniciativas cresceram consideravelmente com a Nike e Adidas liderando os investimentos. Setores mais tradicionais, como o financeiro, não ficaram de fora. Para citar um exemplo brasileiro, o Itaú criou o Player’s Bank, banco digital voltado exclusivamente à comunidade de jogadores que dá descontos em marcas de games.

Junto com o frisson do ano passado, também cresceram as críticas, principalmente aquelas comparando o metaverso ao fenômeno Second Life – um game tridimensional que fez bastante sucesso em meados dos anos 2000 e atraiu investimentos das marcas mais antenadas, às mais tradicionais.

Mas qual a relação entre o metaverso e o Second Life?

Considerado uma ideia precursora do modelo de imersão digital ou do metaverso, o Second Life foi, de fato, um acontecimento, já que era a primeira plataforma no mercado a simular a vida em um ambiente 100% digital. No entanto, o game foi perdendo força até deixar de ser relevante.

É a partir dessa experiência que a crítica levanta dúvidas sobre o futuro do metaverso: não seria superestimado como foi o Second Life? Não. Essa é a resposta de grande parte dos especialistas. Segundo eles, a vida de 20 anos atrás era bem diferente de hoje, tanto no comportamento (somos muito mais digitais) como no aspecto técnico – a capacidade de transmissão de dados e de processamento dos computadores era muito menor, o que comprometia a qualidade gráfica e a performance das experiências com o Second Life.

Hoje, a chegada do 5G somada à evolução das interfaces e representações gráficas ultra realistas possibilita uma representação mais real das pessoas, assim como uma interação mais “humanizada”: elas deixam de ser avatares que lembram bonecos e se aproximam do que são.

Outro fator importante e que assegura a diferença entre o novo ambiente do Second Life é o Blockchain: rede que atesta a propriedade sobre um ativo digital, que pode ser uma moeda, o Bitcoin, ou um produto digital. E ainda a crescente relevância do NFTs (Non –Fungible Tokens) que atestam a propriedade sobre um bem, garantindo que a pessoa é dona de um ativo e não de uma cópia. Tudo isso caracteriza um novo ambiente econômico, ou seja, um mar de possibilidades para novos negócios.

Mais que um hit tecnológico

A sua empresa não vende roupa, nem comida e não tem ligação nenhuma com entretenimento ou educação. Mesmo assim, ela deve estar atenta metaverso? Com certeza. Pela simples razão de que o seu negócio não está em uma ilha isolada do mundo. Novas tecnologias mudam comportamentos, que mudam mercados, que mudam aqueles bem perto de você: clientes, parceiros e, claro, seus funcionários.

De acordo com diversos levantamentos entre empresas presentes no metaverso, uma das maiores vantagens do ambiente é possibilitar novas conexões com clientes, investidores e stakeholders – trazendo aumento de receita. Além disso, há a valorização da marca, que passa a ser considerada como mais inovadora e criativa.

Presença com significado

Agora você tem várias razões para dar mais atenção ao metaverso e, quem sabe, testar um piloto no ambiente, certo? Mas não basta fazer parte, é preciso saber o que fazer lá. A marca que não souber como se posicionar e conversar com seu público terá uma presença vazia, sem significado. Para evitar esse tipo de problema, é fundamental analisar de perto os movimentos das empresas do seu setor e de outras áreas.

Muitas organizações estão convidando parceiros do ecossistema de inovação para reforçarem os times de análise e avaliar, dentro de sua realidade, o que faz mais sentido para o negócio.

Ao ter clareza sobre suas possibilidades e fatores limitantes, criar experimentos de menor custo é a alternativa mais acertada. Outra possibilidade, que pode ser planejada de forma paralela, é ter ferramentas do metaverso como parceiras de sua rotina de trabalho.

Interações digitais, mas quase reais

Se há uma verdade em tempos tão incertos é que o modelo de trabalho híbrido e remoto veio para ficar. E com a ajuda do metaverso um dos grandes problemas do trabalho a distância – as dificuldades de interação com o time – pode ser mitigado. Essa, pelo menos, é a promessa da ferramenta Mesh, que integra o Teams da Microsoft.

Por meio da tecnologias de realidade virtual (como os óculos 4D), as reuniões, encontros e integração com equipes podem ser quase reais, com mais dinamismo e senso de presença. Dentro da ferramenta, as empresas terão, ainda, a oportunidade de criar espaços virtuais customizados e experiências únicas para suas equipes. Anunciado em 2021, o Mesh ainda não tem previsão para seu lançamento oficial.

Metaverso e a geração Z

Se em 2019 a geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) representava 31,5% da população mundial, pelos próximos anos são esses jovens que estarão à frente da maior parte dos cargos nas organizações. Serão eles, também, a maioria dos novos consumidores. Para esses nativos digitais, o ambiente virtual é muito natural: é por lá que suas relações se estabelecem, sejam elas pessoais ou profissionais.

Ninguém melhor que eles, afinal, para ajudar no desenvolvimento e implementação do metaverso nas empresas. Atentos à crescente demanda pela tecnologia no ambiente corporativo, instituições de ensino tradicionais, como o Ibmec, já oferecem cursos de pós-graduação com foco no metaverso. E os especialistas garantem: apostar no desenvolvimento de jovens talentos da sua empresa pode ser um caminho para adentar e se diferenciar neste universo do futuro.

 

 

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