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“Maturidade, valores fortes, comportamento ético e liderança compassiva são competências essenciais para os líderes de hoje.”

Brian Glade

 

A pluralidade, o multiculturalismo e o valor das diferenças humanas sempre tiveram espaço na vida de Brian Glade, estrategista global e diretor da AESC para as Américas. Muito antes desses tópicos se tornarem uma tendência, ele já entendia que são as pessoas e sua diversidade, responsáveis por construir empresas melhores e mais fortes. Respeito pelo outro, autenticidade de ser quem você é e honestidade são outros valores que ele cultiva desde a infância. Em seguida, contamos um pouco da trajetória e visão de mundo deste brilhante executivo. Inspire-se você também!

De acordo com inúmeras pesquisas de entidades de renome como Harvard e Stanford, profissões ligadas a customer success, análise de big data ou segurança da informação, por exemplo, são grandes tendências para o futuro. Agora, mais especificamente para as empresas de executive search e mentoria de lideranças, quais dessas habilidades do futuro serão indispensáveis?

Todos os setores hoje em dia estão lidando com o ambiente Business 4.0, criado pelas tecnologias emergentes da Quarta Revolução Industrial. Essas tecnologias incluem as tecnologias analíticas, a inteligência artificial, a internet das coisas e a automação de processos robóticos. O ritmo da mudança continua a se acelerar, deixando muitas organizações sobrecarregadas, apesar de quererem aproveitar as vantagens das novas oportunidades trazidas por essas tecnologias. Em nossa profissão, precisaremos adotar essas novas tecnologias e usá-las para melhorar o trabalho que oferecemos a nossos clientes em todo o processo de consultoria.

Em nossa profissão de recrutamento executivo e de assessoria em liderança, estamos entregando um serviço de consultoria com muita interação com o cliente. Para nós, a pergunta é: como usar a tecnologia para aumentar o conhecimento que já trazemos conosco, em benefício de nossos clientes? Nossos clientes ficam desorientados com essas tecnologias de forma muito mais direta; portanto, para nós, basta que nos mantenhamos à frente das tendências, entendendo profundamente como a tecnologia impactará os setores e as organizações específicas que atendemos, para que possamos, assim, trabalhar com as organizações para lapidar o talento certo e aprimorar estratégias de desenvolvimento.

Uma das principais inovações das tecnologias analíticas, da automação e de outras tecnologias digitais emergentes é a habilidade de atender a clientes de forma muito mais personalizada. Essa situação é vantajosa tanto para a empresa quanto para o consumidor. As empresas têm muito mais inteligência do que nunca e compreendem seus clientes de formas que só podiam sonhar no passado. Dessa maneira, elas estão em uma posição melhor para entregar produtos e serviços que realmente atendam ao cliente individualmente, diferentemente do que acontecia no passado, quando elas se concentravam em dados demográficos. Mas o mundo não mais opera em movimentos amplos, e esperamos encontrar a personalização em quase todos os aspectos de nossas vidas.

Esse novo foco em que o cliente está realmente no centro de tudo mudou os perfis dos cargos executivos. O diretor executivo de hoje tem que estar voltado para o cliente, assim como o diretor de tecnologia e o diretor financeiro. Essa não é mais uma característica exclusiva do departamento de marketing. Isso afetou as profissões do recrutamento executivo e da assessoria em liderança na forma pela qual identificamos, atraímos e desenvolvemos os líderes corretos para nossos clientes. Apesar de nossa profissão sempre ter sido altamente personalizada, por sermos uma empresa de consultoria, talvez ela tenha influenciado os portfólios das melhores empresas de recrutamento atuais. Muitas das empresas de recrutamento executivo que são membros do AESC expandiram seus portfólios para além do recrutamento, para oferecer coaching, avaliações de candidatos, consultoria para diretorias, planejamento de sucessão, formatação da cultura empresarial e muitos outros serviços de consultoria organizacional e em assessoria em liderança. Isso é uma resposta direta a nossos clientes – as empresas que atendemos em todo o mundo.

Pensando em curto prazo – 2019 – quais cargos ligados a essas profissões poderão surgir? Quais são suas apostas? E como os profissionais podem se preparar melhor para ocuparem tais colocações?

Todos os cargos serão digitais em todos os diferentes setores no futuro, não apenas nas empresas de tecnologia. Isso significa que os líderes terão de entender o impacto de tecnologias, como, por exemplo, inteligência artificial, aprendizado em máquinas e automação. E em funções, tais como marketing, logística, serviço ao cliente, recursos humanos e administração.

A origem real da mudança está no novo ambiente digital. A mesma perspicácia empresarial essencial ainda é necessária atualmente para um CEO, um CFO etc, mas cada vez mais a perspicácia digital se torna necessária. Vários novos cargos surgem como resultado de Big Data, tecnologias analíticas, automação e outras tecnologias. Candidatos que reúnam a perspicácia empresarial, o histórico e uma amplitude de experiências digitais são difíceis de encontrar, porque estamos lidando com novas tecnologias e com pouquíssimos candidatos que tenham essa experiência.

Como a AESC enxerga o cenário brasileiro em 2019, sobretudo em um momento em que o tema “anticorrupção” está sendo bastante debatido em diversas instâncias do país. O senhor acredita que essa questão pode impactar o mercado de executive search?

A incerteza política sobre a implementação de reformas continua a ser importante e pode vir a interferir na recuperação econômica do Brasil. Entretanto, se a incerteza diminuir e se as reformas forem realizadas conforme pretendido, o investimento será mais forte. O resultado será o crescimento econômico, que leva a uma necessidade maior de talentos em cargos de liderança.

Como o comportamento dos líderes deve ter cada vez mais transparência, a integridade e a confiança são características essenciais para bons líderes atualmente. O aumento da atenção dada à corrupção terá um forte impacto nas expectativas de líderes, tanto no setor público quanto no setor privado. Valores fortes e moral, comportamento ético e liderança humana são competências críticas para os líderes atualmente.

A AESC acabou de lançar em português o Global Guide to Choosing an Executive Search Firm. Como o senhor acredita que esse guia poderá ajudar os empresários brasileiros a tomarem melhores decisões quando forem buscar uma consultoria de Executive Search?

As organizações de hoje enfrentam desafios sem precedentes. Em uma era de incerteza e com o aumento da complexidade, os líderes empresariais se voltam a consultores de confiança para obter insights estratégicos e para minimizar os riscos. As organizações estão fazendo cada vez mais parcerias com empresas de recrutamento executivo, para identificar, atrair e reter os maiores talentos, mas também para avaliar o talento existente, construir estratégias de sucessão e aconselhar diretorias em relação a sua visão estratégica de longo prazo.

O Global Guide to Choosing an Executive Search Firm da AESC traz tudo que os líderes empresariais – de diretores executivos e diretores de recursos humanos a diretorias e equipes de suprimentos – precisam saber, entender e esperar de consultores em recrutamento executivo.

Em meio à incerteza e a complexidade cada vez maiores, os líderes empresariais se voltam para consultores de confiança para obter insights e minimizar o risco. A confiança dos acionistas, a eficiência organizacional e o envolvimento dos empregados são apenas alguns dos benefícios imediatos de uma contratação executiva correta. Entretanto, os riscos associados a contratações malsucedidas podem ser catastróficos. Esses riscos podem ser significativamente reduzidos quando se trabalha com a empresa de recrutamento executivo correta.

A AESC desenvolveu esse guia para ajudar os líderes empresariais a navegarem em um novo tipo de empresas de recrutamento executivo, a entender as soluções que oferecem para seus principais desafios empresariais, a identificar as empresas de qualidade mais alta em relação às demais e a descobrir o que esperar das melhores empresas que são membros da AESC.

Estrategista do setor de gestão de pessoas e mentoria executiva, o senhor é reconhecido internacionalmente por sua competência. Conte um pouco mais sobre a sua trajetória profissional, o que foi fundamental para se distinguir e alcançar tais habilidades?

Eu tenho tido muita sorte em minha vida profissional. Tive oportunidades muito boas para aprender e crescer a partir de experiências maravilhosas. Como eu estudei relações internacionais, minha vida profissional sempre foi global. É difícil imaginar que houve um tempo em que não reconhecíamos a realidade da “globalização”, especialmente nos Estados Unidos, onde o foco sempre esteve nas questões domésticas. A maioria das pessoas e organizações não notava as tendências que apontavam para uma interdependência maior entre os países e as culturas. Assim sendo, de alguma forma, eu estive sempre à frente dessas tendências, estudando e trabalhando em organizações que tinham um escopo muito internacional. O fato de eu ter estudado cinco idiomas e ter viajado para mais de 50 países também pode ter sido útil, o que me deu melhores habilidades de relacionamento intercultural.

Além disso, toda a minha atividade profissional foi centrada nas pessoas: relações trabalhistas, recursos humanos e aquisição de talentos. Você consegue se lembrar de um tempo em que as organizações não reconheciam que as pessoas são seu bem mais importante? Nesse sentido eu também estava à frente da tendência de enxergar valor nas pessoas e nas contribuições que elas podem fazer para o sucesso organizacional.

Por último, em todos os cargos que tive, sempre busquei um propósito e sempre tive a missão de contribuir para o bem maior. Já trabalhei em várias organizações sem fins lucrativos que se dedicavam às pessoas de uma determinada profissão.

Para jovens profissionais que pretendem seguir carreira no setor de executive search, qual aprendizado o senhor poderia compartilhar, baseado em suas experiências?

A consultoria em recrutamento executivo pode ser uma profissão maravilhosa e satisfatória. Ela oferece uma variedade de experiências por meio do trabalho com clientes e candidatos em diferentes setores, indústrias e funções. Eu recomendaria que jovens profissionais assumissem com seriedade sua grande responsabilidade de mudar as vidas das pessoas. Pense em como as carreiras são importantes – tão importantes quanto nossos relacionamentos com cônjuges e parceiros, e o lar onde vivemos. Encontrar o talento correto para a organização correta e no momento correto tem um impacto tremendo para esse executivo, bem como afeta a organização e as pessoas que serão lideradas.

Além de abordar temas do mercado e carreira executiva, esta coluna dedica-se a compartilhar referências e inspirações importantes na trajetória pessoal e profissional dos entrevistados. No aspecto cultural, o senhor gostaria de citar algum livro, filme ou mesmo um esporte que foram inspiradores e relevantes para sua caminhada profissional?

“O sol é para todos” foi um livro transformado em um filme. É uma obra renomada da literatura americana. Eu li esse livro quando era criança, e meus pais me ajudaram a entender sua mensagem central, que eu apliquei na minha vida pessoal e na minha carreira. A mensagem é de que todos precisam ser tratados com respeito, sem distinção de idade, raça, classe social ou outras circunstâncias. Todas as pessoas têm potencial para serem bem-sucedidas, e precisamos ter empatia, apoiar e incentivar esse potencial quando temos a oportunidade de afetar as vidas das pessoas.

O senhor é admirado por muitos profissionais, mas gostaríamos de saber: quem o senhor admira?

Eu admiro líderes que são imparciais, humanos e justos com todas as pessoas. Eles usam seu poder e sua influência para melhorar as vidas das pessoas. Não precisam ser presidentes ou primeiros-ministros ou CEO’s; podem ser mães, pais, professores, religiosos, ou ativistas comunitários. Mas todos eles se doam de coração.

Divida com os nossos leitores uma frase ou ensinamento sempre presente em sua memória.

Meu ditado favorito é “seja fiel a você mesmo”. Eu acho que é uma passagem da peça Hamlet, de Shakespeare. Para mim, ela significa que é muito importante ser autêntico. Primeiramente, há nossa autenticidade exterior – até que ponto o que dizemos e fazemos corresponde ao que realmente está acontecendo em nosso interior. Segundo, há nossa autenticidade interna – até que ponto nós realmente nos conhecemos e temos ciência de nossas condições internas. Em minha vida, eu tento ser verdadeiro, genuíno e honesto em tudo que faço e com todas as pessoas que encontro.

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