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Reduzir custos ou aumentar negócios: eis a questão

Os Programas de Redução de Custos, que geralmente são implantados nas organizações, não deveriam ser tratados de forma pontual e esporádica, pois, muito mais do que um projeto, deveriam ser tratados como uma questão de cultura.

Num ambiente de altíssima competitividade e que se altera a todo instante, devido às mudanças repentinas nos hábitos dos consumidores, ou nas regras do mercado, os recursos das empresas devem ser aplicados com o máximo de rigor, avaliando cada centavo a ser gasto. Não se pode esperar que a situação da empresa se agrave para que os dirigentes resolvam implantar um rigoroso Programa de Redução de Custos.

Se no curto prazo os Programas de Redução de Custos resolvem o problema financeiro da empresa, por outro lado, no médio e longo prazo eles passam uma imagem, para o público interno e externo, de incapacidade de gestão, descrença no futuro, desconfiança nos dirigentes, fraqueza, etc.

Dirigentes que não se preocupam em mudar definitivamente a cultura da empresa, criando um ambiente de constante motivação, estão constantemente voltando às velhas e antiquadas maneiras de reduzir custos: cortar indiscriminadamente pessoal, marketing, pesquisa e desenvolvimento, ações de PDV, capacitação, treinamento, etc. etc. E é aí que mora o perigo, pois, o Planejamento Estratégico poderá ser afetado e a empresa poderá ser duramente afetada até a curtíssimo prazo.

Temos visto inúmeros CASES de empresas que tão somente preocupadas em não elevar os seus custos, acabaram perdendo participação nos seus segmentos, porque deixaram de investir em novos negócios e oportunidades que aparecem todos os dias no mercado.

No nosso entendimento os custos devem ser vistos como o “dever de casa” a ser cumprido diariamente por todos os colaboradores das empresas. Todos devem estar conscientizados e motivados para tal. Para isto, devem ser conhecedores profundos e praticantes das inúmeras ferramentas de Gestão de Custos que estão disseminadas em vários livros, cursos, palestras, internet, etc. e totalmente à disposição dos interessados.

Por outro lado, o grande desafio do momento é conseguir colocar todos os colaboradores com a “obrigação” de aumentar as receitas da empresa. Novos produtos, novos clientes, novos mercados, novas parcerias, aumento de ticket médio, melhoria do atendimento, melhoria da logística, busca de novos negócios, melhoria dos prazos de entrega, melhoria da imagem, etc. etc.

Reduções de Custo são mais difíceis de serem implementadas no curto prazo. Isto se dá pela própria natureza que os custos são criados nas organizações. Vejamos o exemplo dos custos fixos: se pegarmos as grandes contas como gastos com pessoal, aluguel, depreciação, seguros, treinamento, contratos, luz, água e telefone já teremos cerca 85% dos custos fixos.

A composição dos custos variáveis é ainda mais problemática, pois, compõem-se de custos que estão diretamente relacionados à venda: matéria prima, embalagens, comissões, impostos, bonificações, marketing, etc.

Quaisquer redução de custos, visando um resultado de curto prazo pode desencadear um efeito contrário nos números da empresa.

Concluindo, nossa convicção é a de que, depois de estudar cerca de 160 empresas em mais de 3 décadas, aumentar negócios é o caminho mais indicado para uma organização que quer melhorar substancialmente seus resultados a curto prazo, enquanto que os Programas de Redução de Custos devem ser abolidos e substituídos por Processos de Melhoria Continua.

*Por Pedro Martins Parreira – Diretor da Parcon, professor e especialista em projetos de maximização de resultados.

 

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