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Guerra

Como se começa uma guerra? Há 100 anos, precisamente no dia 28 de junho de 1914, começou aquela que seria a maior guerra até então deflagrada na humanidade. Em suas batalhas foram mortas quinze milhões de pessoas, e mais de cinquenta milhões de seres humanos pereceram no mundo todo em decorrência da Gripe Espanhola que a seguiu, no rastro da fome e da destruição que deixou em sua passagem.

Naquela manhã de 1914, na cidade de Saravejo, com o assassinato do herdeiro do Império Austríaco Francisco Ferdinando e sua mulher Sofia por um “terrorista”, dava-se início ao conflito que ficou denominado I Grande Guerra Mundial.

Não cabe aqui tentar explicar aquilo que tantos bons livros e reportagens já descreveram e o fizeram tão bem. O que impressiona é a dimensão que um ato de violência, por si só condenável, o assassinato de duas pessoas, pode tomar, levando a tantas outras a morte e trazendo tanta destruição ao mundo.

Deveríamos ter aprendido a lição, mas, infelizmente, após esses acontecimentos um número ainda maior de pessoas morreu em conflitos armados, número que, segundo estimativas, ultrapassa os cento e trinta milhões de seres humanos, vítimas das guerras que se sucederam à Primeira Grande Guerra Mundial por todo o globo terrestre.

Passado um centenário, vejo nas ruas de minha cidade, nos estados que formam meu país, a violência como mecanismo de solução de conflitos. Todos parecem ter razão, a loucura impera, o ódio é tratado como sentimento legítimo e destilado por partidos políticos, jornais, rádios, internet, por todo tipo de mídia.

Um certo ar de legitimidade favorece uma situação em que a própria população quer fazer justiça pelas próprias mãos. Confesso que o desalento ora me invade.

Vejo famílias brigando por dinheiro, poder e glória. Vejo irmão contra irmão, atirando palavras rudes, onde antes se falava com amor. Mas quando a noite chega, e me vejo só diante de tanta dor, penso na paz! Não há outro caminho, não há outra direção.

Talvez eu seja só uma pessoa ingênua. Talvez por acreditar no homem, acredite no diálogo. Sei que a mágoa não se dissipa com um novo dia, nem o que foi dito pode ser retirado. Mas se a luz chega junto com um novo amanhecer, por que não podemos enxergar uma nova direção?

A história nos mostra que destruir um castelo de areia ou um rochedo intransponível não faz diferença para as ondas do mar. O tempo pode curar feridas, pode trazer consigo um afeto novo, quem sabe um gesto de reconciliação.

Eu sei, sou um sonhador. Mas não sou o único!

*Gustavo Romeu Amaral é psicanalista, escritor e atua como gestor empresarial.

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