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Executivo de Valor: o que vi, vivi e aprendi

Ao longo de sete anos tenho o privilégio de compor o júri da maior premiação brasileira dedicada ao alto escalão corporativo: o Prêmio Executivo de Valor, realizado pelo influente jornal Valor Econômico. Além de fazer um mergulho no perfil e métodos de grandes lideranças, essa é uma rica oportunidade de trocar conhecimentos e experiências com 13 importantes empresas mundiais de recrutamento com abordagem consultiva em atuação no Brasil.

Os meses de dedicação à análise do trabalho realizado pelos candidatos, que antecedem o dia da premiação é, sem dúvidas, um período de valioso aprendizado. Pensando na melhor maneira de compartilhar essa experiência com os leitores de nossa revista, fiz uma digressão que me levou aos tempos de infância, sobretudo àquela clássica pergunta: o que você quer ser quando crescer? Lembro que as respostas mais comuns giravam em torno de ocupações célebres (ou quase célebres) como super-herói, bombeiro, médico, bailarina, atriz, palhaço, polícia, jogador de futebol, juíza, professor, vendedor… Era raro ouvir alguém dizer, ‘quero ser um executivo’, ou mesmo ‘quero ser um empresário’. É claro que poucos têm o sonho de cuidar de um grande empreendimento quando se tem apenas 9 anos de idade. E você, se lembra, quando criança, o queria ser quando crescer?

Voltando ao presente, ao analisar o perfil de uma grande liderança para a premiação, me pego questionando a natureza da profissão executiva. De que mesmo é feito um executivo? É um líder? É uma profissão? Uma carreira? Uma vocação? Escolha por exceção? Afinal, como se forja um executivo? Em qual etapa da vida isso começa? Em qual momento esse projeto engrena e ganha vida própria?

O que percebo, de maneira geral, é que no início da adolescência algumas características empreendedoras tornam-se mais evidentes. Passa a existir, já no colegial, uma vontade maior de obter os melhores resultados escolares. Um perfil de liderança começa a ganhar corpo com a participação mais ativa em diversas atividades, sejam elas esportivas ou eletivas e de classe, mas que tenham como ponto em comum o apreço pelo desafio. Por volta dos 20 e poucos anos, já está bem claro, estabelecido e delineado, um plano de carreira, seja ele oficial, formal, ou imaginário e informal, o certo é que Executivos de Valor, não são frutos de casualidades, mas sim de uma dedicação intensa, profunda e determinada a um projeto de vida de longo prazo.

Após essa pitoresca gênese do passado, quero compartilhar as principais lições que aprendi ao participar por tantos anos do Prêmio Executivo de Valor. Lições de quem está no topo e toma decisões que influenciam milhares de pessoas, seja numa região, num país ou no mundo inteiro. Quero destacar aqui o Ser Humano que existe em cada homem de negócios, em cada Executivo de Valor.

Paixão e dedicação

Um elemento comum dos executivos de destaque é a paixão. Paixão não apenas pelo que se faz, mas por tudo que compõe o macro sistema onde está inserido. Há uma grande dedicação ao aprimoramento constante, sem contar às já propagadas, longas jornadas de trabalho, o que pode gerar, na maioria das vezes, um desequilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Sendo assim contar com o apoio incondicional dos familiares e amigos é condição essencial, para que o líder, siga fortemente no proposito de construir algo grandioso, junto a sociedade, sem destituir o bem mais precioso que cada um deles, sempre destaca que são os laços afetivos familiares e amigos de uma vida toda, com base lá no inicio dos anos escolares. Um bom networking não é feito de uma hora para a outra.

Combinação de expertises

Os atributos, qualidades e peculiaridades são bem variadas. Não existe um modelo ideal, único ou referencial, mas apesar disso muitos são fontes de inspiração para gerações inteiras. Essas pessoas seguem despertando nas outras o desejo e a vontade de se capacitarem adequadamente a fim de também chegarem ao topo. De certa forma, a combinação de visão sistêmica, inteligência emocional, senso de oportunidade e uma boa dose de capacidade de correr riscos é que faz com que esses profissionais se destaquem como os melhores, seja no setor, na região ou em rankings  concorridos no Brasil e mundo afora.

Capacidade de inspirar combinada à técnica

É preciso ter espírito de liderança, saber inspirar e formar os outros. Contudo, o domínio técnico de várias disciplinas é obrigatório, é um fator que contribui para que decisões importantes sejam tomadas com segurança. A partir da combinação desses fatores é que o executivo passa, de fato, a ser respeitado pela equipe e pelos demais níveis de relacionamento, sejam eles institucionais, de classe, sociais e econômicos.

Visão integral

Os grandes líderes se sustentam e transcendem a várias eras pela capacidade de fazer com os outros e pelos outros. Têm caráter e espírito de confiança por trás de uma boa estratégia, um senso de realização, uma persistência e resiliência fora do comum que o levam a conseguir resultados muito acima da média. Afinal, no Brasil um Executivo de Valor, é sempre alguém fora de série, que não abre mãos dos valores humanitários e muito menos da ética e integridade.

Buscam inspiração nas horas vagas

E não é que a maioria deles adota como hobbie aquele antigo sonho de infância? Seja nas artes, nos esportes, na gastronomia, na filantropia, nas viagens e em tantas outras atividades que dão vazão às necessidades de realização mais ampla. Assim conquistam o sentimento de que fazem a diferença no mundo, com espírito de competição saudável e uma curiosidade fora do comum. Fazem com que a vida executiva, apesar das pressões e de certas privações, o leve a se conectar com um significado mais especial e individual para a própria existência.

DASEIN NA MÍDIA

Líderes de mudanças em tempos difíceis

Em um suplemento especial sobre a premiação, o jornal Valor Econômico trouxe reportagem que aborda os critérios escolhidos como imprescindíveis na escolha dos executivos. São eles o resultado da empresa no ano anterior, a capacidade do CEO de identificar oportunidades de crescimento e inovação, a imagem da companhia sob a gestão do executivo, a reputação do profissional no mercado e sua capacidade de adaptação.

A reportagem ouviu ainda os integrantes do júri que elegeu os Executivos de Valor 2017 para entender quais são os diferenciais das lideranças premiadas. Fizemos uma seleção com importantes ensinamentos. Acompanhe:

 

 

“Capacidade de minimizar perdas não só financeiras,
mas de pessoas e até de moral”

Jacques Sarfatti, Russel Reynods

 

“É preciso antecipar transformações
de mercado e liderar movimentos”

Alexandre de Botton , Korn Ferry

 

“A pessoa deve prosperar em ambientes
novos e estar aberta a diferentes pontos de vista”

Luiz Wever, Odgers Berndtson

 

“Os resultados financeiros são essenciais.
É assim que os executivos são julgados pelos acionistas”

Darcio Crespi, Heindricks & Struggles

 

“É extremamente importante
deixar um legado de médio e longo prazo”

Rodrigo Forte, Exec

 

“Líderes que estão tão focados no resultado final
da empresa que não se preocupam
com o ambiente organizacional
não têm sustentabilidade no negócio”

Aurea Imai, Boyden

 

“É preciso construir o resultado
em conjunto e levar progresso para
a empresa como um todo”

Fernando Carneiro, Spencer Stuart

 

“O que classifica um bom gestor
é saber mexer as peças corretamente,
colocando as pessoas certas
nas cadeiras certas”

Marcelo Apovian, Signium

 

“O líder deve ter habilidade
de compartilhar o poder e
de agir como parte de um time”

Adriana Prates, Dasein

 

“Um grande presidente
deve deixar um legado, seja para o acionista
seja para o clima organizacional”

Ricardo Du Pain, People Assets

 

“É muito fácil ser bom na bonança,
mas é na crise que você
não pode abrir mão dos valores”

Luiz Carlos Cabrera, Amrop-PMC

 

“O executivo precisa ter uma trajetória
que permita que os colaboradores
desenvolvam uma relação
de confiança com ele”

Hugo Caccuri Junior, Caccuri Advisors

 

Conheça os vencedores do Prêmo Executivo de Valor 2017:

Telecomunicações: Amos Genish (Atual Vivendi e ex Telefonica)

Indústria Farmacêutica e Cosméticos: Arthur Grynbaum (Boticário)

Indústria de Alimentos e de Bebidas: Didier Debrosse (Heineken)

Seguros: Fabio Luchetti (Porto Seguro)

Agronegócio: Fabio Venturelli (Grupo São Martinho)

Água, saneamento e engenharia ambiental: Hamilton Amadeo (Aegea Saneamento)

Máquinas e equipamentos industriais: Harry Schmeizer Jr

Indústria Eletroeletrônica: João Carlos Brega (Whirpool)

Comércio: José Galió (Lojas Renner)

Lazer e Turismo: Luiz Eduardo Faico (Grupo CVC)

Papel, papelão e celulose: Marcelo Castelli (Fibria Celulose)

Têxtil, Couro e Vestuário: Márcio Utsch (Alpargatas)

Tecnologia de Informação/Serviços: Paula Bellizia (Microsoft Brasil)

Saúde: Paulo Chapchap (Hospital Sírio Libanês)

Energia: Pedro Parente (Petrobras)

Bancos e Serviços Financeiros: Roberto Egydio Setubal (Itaú Unibanco),

Educação: Rodrigo Galindo (Kroton)

Tecnologia da Informação/Indústria Silvio Stagni (Allied)

Veículos e peças: Stefan Ketter (Fiat-Chrysler),  

Indústria Química e Petroquímica: Theo van der Loo (Bayer)

Mineração e Metalurgia: Tito Botelho Martins (Votorantim Metais),

Indústria da Construção: Walter Dissinger (Votorantim Cimentos)

Logística e Transportes: Renato Alves Vale (CCR).

*Por Adriana Prates – presidente da Dasein Executive Search  e integrante do Conselho da AESC responsável pelas Américas.

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