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Poema: Retalhos

Algumas vezes me refreio de pensar
Nas memórias de infância
Sempre há coisas para se recordar
Existem lembranças que são densas
Não tão fáceis de acessar
Existem outras igualmente intensas
Que dão razões para me alegrar

Alguns dizem que sou pessoa forte
Outros já disseram que eu tenho muita sorte
É curioso perceber como se é percebido
E saber que não se é, por outros, um esquecido

Não me considero um perdedor
Tampouco um vencedor
Se ser forte
Significa saber se levantar com um norte
Ter sorte é ousar crer em quão forte se pode ser

São coisas que não se pode medir
Permite-se apenas confiar
Não uma confiança onipresente
É sobre uma atitude consciente
Quem nem mesmo o inesperado
Seja capaz de abalar

A vida é feita desses recortes
Que trafegam por nossa mente
Entre eles, vejo como de estalo
A presença constante de um intervalo

Um espaço que a mim parece
Que nada ali acontece
Foco, desfoco e me perco
Há ali um lugar que desconheço

Apelo para minha lucidez
O que se faz entre cada recorte
Tem um valoroso legado
Pleno de significado
Fonte de renovação
É um viver com fluidez

Aprates, 2017

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