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Radar executive search: como transformar intenção em ação

Como transformar intenção em ação?

Um guia para orientar executivos a investirem tempo no que realmente importa

 

“Talvez desejemos pouco o que desejamos muito”. A frase, atribuída à escritora Adélia Prado, intriga. Pede uma, duas, três leituras, como é usual em reflexões sobre o paradoxo das aspirações humanas. Não raro, os mais profundos desejos habitam nosso consciente (e inconsciente) em forma de sonhos. Em outros casos, esse querer transfigura-se em objetivo, muitas vezes ligado ao desenvolvimento humano e profissional, e frequentemente adiado diante das urgências.

As explicações são infindáveis. Podem estar ligados à idealização, como a espera do momento “certo” para fazer determinado curso; ao desejo de melhoria espelhar o outro, já que há uma grande dificuldade em ver os próprios anseios no espelho. Independente da razão, o importante é olhar para dentro – e o momento é propício.

Mapa estratégico

Para o conselheiro da Dasein EMA Partners Brasil, Luiz Gonzaga Leal, as resoluções e desenvolvimento de qualquer natureza passam pela estratégia de vida de cada pessoa. “Ou seja, qual é a visão de futuro, qual é o propósito de vida e quais são seus valores mais relevantes. No livro ‘Mapas Estratégicos’, de Kaplan e Norton, os autores partem dos pilares da estratégia, compreendidos como visão, missão e valores para desenhar o mapa da empresa. Inspirado nessa metodologia, penso que cada pessoa deve ter seu próprio mapa.”

A partir desse mapa pessoal, o executivo deve criar um olhar para a frente em busca da sua visão de futuro, isto é, onde se quer chegar, combinado com o olhar para o hoje, em termos de pontos fortes, competências técnicas e comportamentais e tomar as decisões de desenvolvimento. “Importante lembrar que no aprendizado, há um princípio interessante que sugere que 70% do conhecimento vem da experiência, 20% das interações sociais e mentorias, e apenas 10% de treinamentos formais. Portanto, aprendizado e desenvolvimento estão muito além de treinamento.”

Sai a perfeição, entra a leveza

Para a CEO da Dasein EMA Partners Brasil, Adriana Prates, os novos ciclos pedem leveza, despertam uma sensação de recomeço que precisa se distanciar da perfeição. “Vale muito mais focar e cultivar a constância. Avançar um pouco toda semana, mesmo que de forma imperfeita, é o que produz resultados reais.”

Levando essa reflexão para o universo executivo, esse momento simbólico da virada do ano funciona como uma oportunidade de reorganizar prioridades e ganhar clareza sobre o que realmente importa. “Dentro desse planejamento para 2026, destaco que o desenvolvimento não pode ser algo periférico, feito apenas quando sobra tempo. Ele precisa fazer parte da rotina, porque a velocidade das mudanças exige líderes atualizados, curiosos e capazes de integrar pessoas e tecnologia de forma inteligente.”

Capital humano e tecnologia

Dois temas têm ganhado destaque nas tendências para o próximo ano: capital humano e tecnologia –  essas serão as prioridades dos CEOS para 2026, como aponta pesquisa da Open Mind, publicada com exclusividade pelo jornal Valor Econômico.

Segundo o diretor da Dasein EMA Partners Brasil, Daniel Rezende, o ponto decisivo para 2026 é a relação entre essas duas frentes. “A vantagem competitiva não está apenas na adoção de tecnologia. Ela surge na capacidade de integrar as duas dimensões e fazer com que uma potencialize a outra. Empresas que conseguirem unir tecnologia e liderança terão condições de responder mais rápido às mudanças, inovar com consistência e sustentar crescimento em um cenário de alta complexidade. É dessa convergência que devem vir as melhores oportunidades no próximo ciclo.”

Toda adoção tecnológica, para Rezende, deve responder a uma pergunta simples: qual comportamento humano essa solução pretende fortalecer? “Quando essa resposta é clara, a tecnologia se torna aliada do desenvolvimento e da performance. É assim que as organizações conseguem unir o melhor da IA com o melhor das pessoas.”

Em relação aos destaques de cada uma dessas áreas, Adriana Prates frisa que, no capital humano, a tendência central é a personalização da experiência do colaborador. Em vez de políticas amplas e padronizadas, as empresas vão buscar jornadas mais flexíveis, desenvolvimento por trilhas individuais, programas de bem-estar sob medida e lideranças preparadas para lidar com diversidade, novas gerações e mudanças constantes. O foco deixa de ser apenas reter talentos e passa a ser nutrir talentos, oferecendo experiências que aumentem engajamento, vitalidade e potencial criativo. Além disso, práticas de aprendizado contínuo ganham força, porque a velocidade das transformações tecnológicas exige novas competências o tempo todo.”

No que diz respeito ao desenvolvimento humano de lideranças, ganham holofotes a empatia, comunicação clara, capacidade de dar feedback com qualidade, sensibilidade para perceber sinais emocionais, visão sistêmica, além de habilidade para desenvolver talentos.

Já no campo da tecnologia, a tendência mais evidente é a aceleração da inteligência artificial aplicada ao negócio, com foco em eficiência, precisão e tomada de decisão baseada em dados. “As empresas e lideranças que souberem transformar dados em inteligência real terão vantagens tanto na produtividade, quanto na capacidade de identificar oportunidades antes da concorrência”, sublinha Prates.

Além disso, automação de processos, segurança digital e ferramentas colaborativas mais sofisticadas devem ganhar força, especialmente porque o modelo de trabalho híbrido tende a se consolidar. “É necessário ter em mente que os líderes não precisam se tornar especialistas em tecnologia, mas é fundamental que compreendam o funcionamento das ferramentas, especialmente a inteligência artificial, análise de dados e automação. Isso envolve participar de workshops, testar novas soluções no dia a dia e aproximar-se das equipes de TI com abertura para aprender.”

Otimismo sem idealização

Criar um cenário otimista para o ano que começa não significa idealizar o futuro ou ignorar dificuldades. Tendo em vista que 2026 terá um contexto desafiador, marcado globalmente por instabilidades político-econômicas, o otimismo realista nasce justamente da coragem de enxergar o contexto como ele é e, ainda assim, escolher agir com lucidez, energia e propósito.

Luiz Gonzaga Leal ressalta que o executivo não pode nem minimizar os efeitos das instabilidades político-econômicas, nem considerar que elas serão permanentes. Segundo ele, olhar para a história é uma maneira de ampliar a reflexão e criar uma postura otimista e, ao mesmo tempo realista, focada em soluções. “Guerras, inflação e crises existem desde que o mundo é mundo. O Império Romano registrou expressiva inflação faz 2 mil anos, causada principalmente pela desvalorização da moeda, que se tornou cada vez mais comum para financiar os gastos militares, administrativos e sustentar seus domínios. A inflação seguida de uma crise econômica contribuiu para o enfraquecimento do império”.

Para Adriana Prates, é preciso entender as adversidades como parte de qualquer ciclo. “Quando o executivo incorpora essa ideia, reduz a frustração diante do inesperado e passa a trabalhar com margens de flexibilidade. Em vez de criar planos rígidos, cria cenários e alternativas possíveis e mantem o foco naquilo que está ao alcance. Isso amplia a sensação de controle e permite respostas mais rápidas às mudanças.”

Outra ação importante é criar um ambiente onde a equipe tenha voz, participe das decisões e compartilhe aprendizados – o que torna o clima mais leve e resiliente. “Quando as pessoas sentem pertencimento e confiança, elas mesmas ajudam a construir soluções. Nesse tipo de cultura, o otimismo deixa de ser discurso e passa a ser experiência concreta.”

Já Daniel Rezende, salienta que os líderes devem cultivar práticas de gestão que protejam a energia das pessoas e evitem ciclos de exaustão, algo que tende a se intensificar em períodos de disputas políticas e econômicas. “A melhor preparação para 2026 está menos na tentativa de controlar o ambiente externo e mais no fortalecimento das pessoas. Quando os líderes se desenvolvem e apoiam suas equipes com consistência, a organização se torna muito mais capaz de atravessar a incerteza e transformar instabilidade em oportunidade.”

Também contribui muito cultivar práticas que renovam a própria vitalidade. Um líder com boa energia física, mental e emocional consegue enxergar oportunidades mesmo em cenários complexos. A clareza de propósito, aliada a pequenos hábitos de autocuidado, sustenta a motivação ao longo do ano.

Resoluções x compromisso

Para que os planos saiam do papel, o primeiro passo é transformar intenções em compromissos concretos. Isso significa definir poucas metas, vinculadas ao propósito, seja ele profissional ou pessoal. “Partindo para a prática, é indicado criar pequenos rituais de disciplina que sustentem essas metas ao longo do ano. Pode ser reservar um horário semanal para o próprio desenvolvimento, dedicar momentos exclusivos para reflexão sobre a liderança ou estabelecer indicadores simples de progresso. Quando o executivo assume para si mesmo esse tipo de rotina, as metas deixam de ser apenas desejos e ganham consistência.”

Também é fundamental buscar apoio. Compartilhar objetivos com mentores, pares ou equipes aumenta o senso de responsabilidade e traz perspectivas que enriquecem as escolhas. Planos ganham vida quando são conversados, testados e acompanhados.

Para que os executivos consigam levar adiante os planos desenhados no início do ano, é essencial transformar intenção em método. O entusiasmo inicial costuma ser forte, mas ele só se sustenta quando encontra estrutura, disciplina e clareza de prioridades.

Como a Dasein pode apoiar a sua empresa

Há 30 anos no mercado, a Dasein pode apoiar executivos e empresas de forma decisiva por meio de duas especialidades que se tornam ainda mais estratégicas no próximo ano. Daniel Rezende destaca que a primeira delas é o recrutamento executivo, conduzido com uma abordagem profundamente humanizada. “Isso significa olhar além do currículo e compreender a trajetória, o propósito e a forma como cada líder se relaciona com pessoas e com o futuro do trabalho. Em um cenário pressionado pela tecnologia, esse olhar humano se torna essencial para identificar profissionais que unam visão digital, maturidade emocional e capacidade real de inspirar equipes.”

A segunda frente é o assessment de avaliação de potencial, que na Dasein combina metodologia científica rigorosa com sensibilidade na leitura do indivíduo. “Utilizamos instrumentos validados, análises comparativas e entrevistas estruturadas para mapear competências, estilo de liderança, capacidade de adaptação e potencial de crescimento. Ao mesmo tempo, valorizamos a história, os valores e a singularidade de cada profissional, o que torna o diagnóstico mais completo e fiel. Essa combinação de ciência e humanidade oferece às empresas uma base sólida para decisões sobre desenvolvimento e sucessão.”

Ao integrar recrutamento humanizado e assessment com rigor científico, ajudamos as organizações a formar equipes mais preparadas para os desafios tecnológicos e humanos que 2026 apresenta. A Dasein atua como parceira estratégica, conectando empresas a líderes verdadeiramente alinhados ao seu momento e oferecendo análises profundas que orientam decisões de longo prazo com segurança e clareza. Essa convergência entre método e sensibilidade é o que permite transformar incerteza em oportunidade.

 

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