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Inspire-se com Gustavo Caetano

“Não adianta inovar uma vez e depois se tornar refém dessa ideia”

 

Ousadia e inovação são as marcas registradas do jovem mineiro de Araguari, Gustavo Caetano. CEO e fundador da Samba Tech, empresa pioneira na distribuição de vídeos online na América Latina, ele coleciona premiações. Foi considerado pela Business Insider o “Zuckerberg brasileiro” e é apontado pelo MIT Tecnhology Review como um dos brasileiros mais inovadores com menos de 35 anos. Nesta entrevista exclusiva para a Dnews, ele fala mais de sua filosofia de trabalho, de suas experiências com os maiores empreendedores do país e os planos para o futuro (a Samba Tech se prepara para atuar ainda neste ano nos EUA).

Em um cenário de transformações aceleradas, as empresas precisam cada vez mais lidar com o cenário de mudanças. Como se reinventar a todo tempo e manter o padrão de inovação?

Verdade! O mundo hoje muda muito rápido e é preciso estar atento a isso. Aqui na Samba, gostamos muito de utilizar o conceito Fail Fast que defende a ideia de que você deve testar o seu produto ou serviço com rapidez para descobrir, o quanto antes, se ele atende a uma demanda ou não. De nada adianta planejar algo durante 2, 3 anos e perder o timing do mercado. Valide a sua ideia e se falhar, falhe rápido, gastando pouco.

Outro ponto importante é tornar a inovação um processo replicável. Não adianta inovar uma vez e depois se tornar refém dessa ideia. Para isso, é preciso criar um ambiente favorável, no qual as pessoas tenham abertura para propor novas soluções e testá-las. No nosso escritório, por exemplo, não temos salas fechadas. As informações e ideias circulam livremente. Além disso, organizamos, periodicamente, a Hack Week. Esse é um evento no qual os times da empresa se unem para criar algo inédito, um produto ou serviço inovador que resolve um problema de fato. E o melhor de tudo, a ideia vencedora quase sempre é implantada, tornando-se um novo projeto ou até uma spin-off.

Durante sua trajetória você precisou lidar com estratégias que falharam e por isso costuma dizer que os erros são importantes. Jorge Paulo Lemann (outro grande empresário) também credita boa parte de seu sucesso aos erros cometidos ao longo da vida.  Podemos afirmar, então, que com erros enxergamos boas oportunidades?

Para mim, os erros são marcos importantes. É claro que ninguém trabalha com o objetivo de falhar. Queremos sempre acertar e seguir a direção correta, mas mudanças de rumo são comuns. O importante é aprender com os erros para encontrar o melhor caminho e ter certeza de que a mesma falha não se repetirá.

A Samba Tech foi eleita pela FastCompany uma das companhias mais inovadoras da América Latina. Ainda neste ano a empresa vai começar a atuar nos Estados Unidos, com um escritório em Seattle. Como vocês estão se preparando para entrar em um mercado muito mais competitivo e dinâmico que o nosso?

A Samba possui uma trajetória de sucesso. Desde o princípio, fomos agraciados com diversos prêmios, comprovando que estamos no caminho certo. Esse ano, daremos mais um passo com a ida para os EUA e, claro, estamos nos preparando muito bem para isso. Hoje, além do Brasil, já estamos presentes na América Latina como a maior plataforma de vídeos.

Para o mercado americano, buscamos investimento e parceiros estratégicos e locais que conheçam o mercado. Com isso, validamos a hipótese de que os nossos produtos e serviços tem espaço por lá. Com tecnologia de ponta e uma equipe fora de série, estamos prontos para esse novo desafio. É como eu costumo dizer Go Big or Go Home!

Você dá muito valor à cultura jovem, descontraída e inovadora. Costuma dizer que ganha dinheiro brincando. Esse espírito será mantido com o novo escritório nos Estados Unidos? Porque?

A base de toda empresa é a sua cultura e isso não pode morrer. Independente de onde a Samba Tech estiver manteremos o nossos valores, o espírito inovador e a cultura jovem. Para mim, esse é um dos nossos pilares e são fundamentais para nos lembrar de onde viemos e onde queremos chegar.

Atendendo grandes clientes ao longo dos anos, vocês vêm caminhando para alcançar um potencial de crescimento ainda maior. Dentro desse panorama de constante sucesso sua intenção é transformar a Samba na primeira startup brasileira de alcance global?

Com o alcance da internet, qualquer negócio digital pode ter um alcance global. Gosto de focar em um problema de cada vez, encontrar uma solução e colocá-la no mercado. É o que chamamos de estratégia dos pinos de boliche. Defina um pino e derrube-o. Após esgotar esse nicho, vá para o próximo pino. Hoje, vamos para o mercado americano e continuaremos em busca de novas oportunidades.

Em seu perfil no Linkedin você tem o costume de publicar relatos sobre o que aprendeu participando de encontros com grandes empresários de sucesso. Qual a importância de empreendedores jovens buscarem essa proximidade com empresários ditos “tradicionais”?

O mais importante é aprender todos os dias. Para isso, eu busco experiências variadas. Leio muitas publicações e blogs, assisto vídeos online e converso com as pessoas. Muito! Gosto de conversar com empreendedores de sucesso, entender suas histórias, dificuldades e obstáculos até chegarem na posição que ocupam hoje. Flávio Augusto, Edson Bueno e Jorge Paulo Lemman são algumas das mentes mais fascinantes que já conheci. São profissionais que estão sempre um passo a frente e são capazes de inspirar pessoas em busca de um sonho.

Você já foi comparado a Mark Zuckerberg e é tido como um dos brasileiros mais inovadores. Assim como você busca aprender com profissionais experientes, o que os jovens empreendedores têm a ensinar aos profissionais tarimbados?

A troca de experiências entre gerações é fantástica, independente da experiência. Acredito que toda pessoa é capaz de ensinar alguma coisa para a alguém. Os jovens empreendedores trabalham com novas metodologias, formas de gestão, processos, inovação e ferramentas digitais adequadas à realidade das startups. Nesse campo de troca, existem pontos de intersecção, nos quais os profissionais tarimbados podem aprender com a nova geração e vice-versa. Essa, definitivamente, não é uma via de mão única.

 

Entrevista publicada  na Dnews de maio de 2016 e revisada em janeiro de 2021.

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