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Híbrido, presencial ou home office?

Híbrido, presencial ou home office: o que desejam colaboradores e empresas?

Em casa, no coworking, na cafeteria ou até à beira mar: sabemos que é possível trabalhar de qualquer lugar, o que não quer dizer que funcione para todos. Tampouco podemos considerar o “anywhere office” o modelo do futuro, como já apontaram muitas tendências.
O motivo? Os fundamentos do trabalho mudaram. Se antes o foco era o lugar (a empresa dos sonhos e o status que isso representava), hoje o foco está voltado às pessoas e relacionamentos – tanto do ponto de vista do empregador, como do empregado. Em ambos os casos, as relações construídas no ambiente profissional são cada dia mais valorizadas, seja para ganho de produtividade ou bem-estar.

Prova disso é a grande redução das ofertas para trabalho remoto integral, já que a experiência 100% home office não se mostrou a melhor escolha para a maioria das empresas em atuação no Brasil, como aponta pesquisa da Cortex, consultoria de big data e inteligência de vendas.
O declínio no modelo remoto pode ser visto na baixa oferta de vagas em 2022, especialmente, nos últimos meses: das mais de 400 mil oportunidades abertas, mapeadas nos 15 principais portais de vagas do país, somente 39,3 mil citam o home office na descrição, ou seja, apenas 9,16% do total.

O futuro será híbrido?

Estudo recente do Google Workspace, em parceria com a IDC consultoria, aponta que 56% das empresas no Brasil adotam o modelo híbrido (parte presencial, parte home office). Entre os mais de 1300 profissionais sondados, 73% considera este o melhor modelo de trabalho para si e para a empresa.

E mais: 81% dos colaboradores declara que o modelo híbrido aumenta a capacidade de se adaptarem rapidamente às mudanças diárias; 76% entende que a empresa e as lideranças estão prontas para ajudar seus funcionários a aproveitarem ao máximo o formato; e 58% se considera mais produtivo conciliando jornadas presenciais e em casa.

Entre as pessoas que trabalham em regime presencial, 65% mudaria de emprego para ir para o formato híbrido. Enquanto, 54% de quem está no remoto mudaria de emprego para o híbrido.

A atual dinâmica híbrida mostra, ainda, o fortalecimento da colaboração entre os funcionários – fator que pode ser explicado pela melhoria das experiências em escritório e amadurecimento das jornadas em casa. Segundo o Google Workspace, em 2022, 83% dos colaboradores consideram a colaboração como alta ou muito alta na sua área/departamento, ante 68% em 2021.

A preferência pela flexibilidade no trabalho também foi constatada em estudo realizado pelo Linkedin. Segundo a plataforma, os principais benefícios que os funcionários valorizam, além da remuneração, são jornadas flexíveis, desenvolvimento de habilidades e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Em sua conclusão, a pesquisa afirma que os funcionários em modelo híbrido estão resistentes a retornar aos antigos modelos de trabalho presencial.

Uma vez nos escritórios, é preciso valorizar o encontro

Qual a diferença de fazer uma imersão na tela do computador na sua casa ou no escritório? Guardadas as devidas proporções, essa é uma questão que as lideranças devem se fazer ao lidar com o retorno (parcial ou integral) do seu time à empresa.

Não basta recrutar os funcionários para o escritório e seguir a lógica pré-pandemia – mais que nunca, os momentos presenciais precisam fazer sentido. Dados da Bloomberg mostram que esse é um caminho que está sendo construído pelo mundo: 84% da redução dos escritórios está ligada ao trabalho híbrido e esses espaços estão sendo reutilizados como locais de socialização e estímulo a novas experiências entre os colaboradores.

Uma tendência que vem se mostrando positiva, por exemplo, é o “hot desking” – onde não há assento fixo para o colaborador. Mesas e ambientes de trabalho são compartilhados por qualquer pessoa da empresa. O modelo tem o objetivo de tornar o ambiente mais flexível, gerar novos diálogos e ideias entre os times.

Outro dado em comum entre as várias pesquisas aponta que as empresas estão escolhendo de dois a três dias para o trabalho presencial obrigatório e aproveitando esses dias para agendas interativas, dinâmicas de grupo, reuniões que valorizem o encontro, happy hour – tudo isso para criar ou aumentar a vontade de ir ao escritório.

Cultura de confiança e transparência

Mesmo com todos os dados mostrando as vantagens do trabalho híbrido (e a preferência dos trabalhadores por esse modelo), certas lideranças não souberam lidar bem com a flexibilidade e geraram furor com declarações polêmicas. Foi o caso da consultora de RH inglesa Gemma Dale que cunhou o termo ‘flex-shaming’, algo como vergonha do trabalho híbrido, induzindo a urgente retomada do modelo presencial; e de Elon Musk, CEO da Tesla, que ordenou, por e-mail, o retorno imediato de executivos em tempo integral sob o risco de demissão.

Ambos os casos são exemplos do que não deve ser feito. Escutar as equipes é pré-requisito para tomadas de decisões que impactam diretamente no modelo de trabalho. É ouvindo que se compreende as outras realidades e cria-se um retrato mais nítido do cenário, chegando a uma resolução equilibrada e que beneficie as partes. Em áreas como tecnologia, apenas para citar um exemplo, manter o home office integral tem sido uma estratégia para reter os talentos, cada vez mais escassos.

Independente do setor ou porte da empresa, é preciso ter em mente que tempos de mudança pedem experimentos. Pedem, acima de tudo, transparência para a construção de uma cultura pautada pela confiança.

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