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Análise: Roda Gigante, de Woody Allen

O que o filme “Roda Gigante” nos diz sobre o comportamento humano?

*Por Thelma Teixeira

O mais novo filme do Woody Allen, “Roda Gigante”, é narrado, como se fosse uma peça de teatro ou um romance, por um salva-vidas que deseja ser poeta e escritor.

É interessante o personagem ser um salva-vidas, pois é o que ele, a meu ver, tenta fazer com as mulheres com as quais relaciona. São elas, aliás, todos no filme, personagens neuróticos, frustrados, mas que almejam mudança em suas vidas.

A família retratada em um misto de tragédia e humor (sarcástico e inteligente, típico de Allen) é totalmente disfuncional e as relações baseadas em sentimentos bastante ambivalentes. Otimismo e pessimismo aparecem em função do desejo e da realidade dos personagens.

Como psicóloga, chamou a minha atenção o reforço a esse lado neurótico dos personagens, suas ansiedades, fracassos e frustrações e a dificuldade de realizar uma mudança. E como psicodramatista (Psicodrama é metodologia terapêutica com base no teatro**), as referências a dramaturgos, dentre as literárias; a catarse realizada pela protagonista (especialmente o monólogo da personagem/atriz) assim como o desejo dos personagens de desempenhar diferentes e novos papéis em suas vidas.

Ao sair do cinema, minha sobrinha Júlia falou: “entendi agora porque o filme chama Roda Gigante”. Eu, que não havia atinado para isso, perguntei-lhe: Por que? “Porque a roda gigante gira, gira mas termina no mesmo lugar”, ela disse.

É isso! Mudar comportamentos é de fato difícil e se ficarmos em uma roda não saímos do lugar. É preciso estar em uma espiral.

*Thelma Teixeira é psicóloga e psicodramatista.

**Nos anos 1950, Jacob Levy Moreno, criador do psicodrama, trabalhava com Teatro da Espontaneidade em Nova York, com sessões abertas ao público. Um jovem que frequentava bastante seu teatro não era ninguém menos do que Wood Allen.

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