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Radar executive search: rotas possíveis no Mundo BANI

O mundo agora é BANI (e sim, é possível evoluir junto com ele)

 

Compreender e conseguir reagir rapidamente às mudanças é, hoje, um dos principais diferenciais competitivos. Saiba por onde começar.

 

Provavelmente você já deve ter lido ou participado de ações profissionais direcionadas ao contexto VUCA (Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity. Em tradução livre, volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade). Afinal, nos últimos anos, grande parte das empresas desenvolveram, a partir dele, formas de moldar suas estratégias e tomada de decisões. Criado na década de 1990 pelo exército americano, o conceito compreendia o cenário pós-Guerra Fria, marcado pela instabilidade, insegurança, constantes mudanças e avanços tecnológicos.

Hoje, com problemas ainda mais complexos (crises econômicas, climáticas, políticas e, sobretudo, a pandemia da Covid-19) o VUCA deu lugar ao Mundo BANI. O termo, apresentado em 2018 pelo antropólogo e futurologista norte-americano Jamais Cascio, durante um evento no Institute For The Future (IFTF), é o acrônimo em inglês de Brittle, Anxious, Nonlinear e Incomprehensible. Ou, em português, FANI (Frágil, Ansioso, Não–linear e Incompreensível).

Adriana está de pé sorrindo

Adriana Prates é CEO da Dasein Executive Search e Conselheira AESC para as Américas.
Foto: Camila Rocha

De acordo com a CEO da Dasein, Adriana Prates, os estudos de Cascio, começaram a ganhar maior visibilidade meses antes da pandemia aparecer em nosso cenário, seguramente antevendo tudo o que estava por vir. “Ressalto que o ambiente VUCA continua presente. Os desafios novos surgiram, mas os antigos ainda seguem sem uma solução concreta.”

Para Paula Costa, professora no MBA da ESPM e head de Marketing e Pessoas na Vimer Retail Experience, é muito importante entender toda essa conjuntura, porque assim como o surgimento do Mundo VUCA, o BANI também eclode de uma grande aceleração digital que impacta comportamentos de forma significativa. “As configurações do BANI nos apontam uma entrada definitiva na era digital, onde pessoas, profissionais e organizações imergem no que chamamos de mindset digital. Em todas as esferas da vida passamos a pensar, a agir e a demandar a partir da lógica dessa interação que é ágil, prática, conveniente e experiencial”, explica.

Preparo é fundamental

Num mundo em que as pessoas estão cada vez mais conectadas e as mudanças são dinâmicas e instáveis, ter repostas adequadas e rápidas passou a ser uma potente ferramenta de sobrevivência, crescimento e evolução. Dentro desse contexto, você deve estar se perguntando: mas qual a maneira correta de se posicionar nesse universo BANI e, ao mesmo tempo, transformar os desafios impostos por ele em oportunidades?

Na visão da professora Paula Costa, o primeiro passo é abandonar os princípios analógicos e alavancar o mindset digital como lente para aprender, entender e reagir no dia a dia. “Basicamente, é tudo sobre a forma como você se antecipa ao cenário. Para lidar com a fragilidade (Brittle) precisamos buscar âncoras e o propósito se torna fundamental para a resiliência. Para vencer a ansiedade (Anxious), que nos coloca naquele estado de euforia onde muitas vezes perdemos o norte, é preciso visão. Quando pensamos em uma realidade não-linear (Nonlinear), onde desconhecemos a origem e o destino do que chega até nós, a agilidade para lidar com o aqui e agora é um diferencial. E, por fim, em um mundo que descrevemos como incompreensível (Incomprehensible) precisamos mais do que nunca exercitar a comunicação”, sublinha.

Respaldando as orientações da professora, Adriana Prates chama atenção para o papel das organizações, dos profissionais e das lideranças. Segundo ela, as empresas precisam criar um ambiente de acolhimento e, ao mesmo tempo, estimular os profissionais a ampliarem a capacidade criativa de inovação e adaptabilidade. Abraçar a causa da “trabalhabilidade” e somar forças com o contratante é essencial.

“Grandes soluções estão sendo pensadas em colaboração com empresas que antes se consideravam adversárias apenas por serem concorrentes. Hoje, elas entendem que existe um tipo de interseção entre os negócios no qual a troca de experiências e conhecimentos pode manter todos em evolução. Veja, por exemplo, o surgimento das vacinas contra o coronavírus. De certa forma, são uma prova de que, quando concorrentes se aliam, acabam formulando condições mais amplas para superar desafios intransponíveis. No Mundo BANI, somente os que têm capacidade de cooperação e espírito de colaboração irão prosperar. Aqueles que optarem em seguir sozinhos, desconectados e obcecados pelos próprios ideais têm uma chance enorme de se perderem no percurso”, reforça Prates.

Quanto à atribuição dos líderes, ela afirma que cabe a eles ter inteligência emocional, visão abrangente, atenção plena e excelente capacidade de julgamento para dar respostas novas ao inusitado.

Neste quesito, a head de Marketing e Pessoas Paula Costa acrescenta que o perfil de liderança que se sustentará no Mundo BANI é justamente aquele que conta com profissionais e parceiros que enxergam o poder da diversidade; Que entende com clareza onde está, onde se quer chegar e o que precisa ser feito. Que mantém o time próximo ao público que se quer atingir e no propósito com o qual a entrega em questão se relaciona.

Humanização: diferencial estratégico

O propósito, a visão, a agilidade e a comunicação já são princípios fundamentais para lidar com o Mundo BANI, porém esses aspectos se desdobram em diversas outras competências que, se bem desenvolvidas, podem se tornar importantes diferenciais estratégicos.

Segundo a CEO da Dasein, Adriana Prates, as competências mais requeridas no momento são: a capacidade em trabalhar no ambiente virtual, a resiliência e a adaptabilidade, a dedicação, a empatia, a criatividade e a inovação, a capacidade em analisar dados, o aprendizado contínuo, o autogerenciamento, a solução de problemas complexos e a noção de “Growth Hacking” que, resumidamente, aborda as formas como os empreendimentos podem crescer num curto espaço de tempo e com orçamentos enxutos.

Paula está de pé sorrindo

Paula Costa é professora no MBA da ESPM e head de Marketing e Pessoas na Vimer Retail Experience.
Foto: Arquivo Pessoal

Além de todas as habilidades citadas, Paula Costa menciona ainda a humanização. Em passagem recente pelo SXSW, maior festival de inovação do mundo, ela revela que, sem exceção, todas as tecnologias e evoluções em pauta tinham como foco o fator humano. “No relatório anual ‘The Future of Jobs’, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), é apontado que até 2022, 54% dos profissionais precisarão atualizar significativamente ou adquirir novas habilidades. E eu só posso entender que estamos falando em cada vez mais aprendermos a ser, literalmente, humanos para lidar com toda aceleração das transformações digitais e tudo o que elas acarretam”.

Para Paula, quanto mais tecnológicos nos tornamos, mais buscamos resgatar a nossa humanização. A maior parte do nosso tempo no mundo digital, por exemplo, está voltado para a conexão com pessoas e, como seres humanos, as relações são de fato um princípio básico e que fazem parte de todas as nossas construções. “Quando olhamos para as marcas que transformaram os desafios da pandemia em soluções e oportunidades, enxergamos organizações exercitando a empatia e a escuta ativa para se aproximarem do consumidor e de todas as comunidades com que se relacionam”, reflete.

Como exemplo de empresa que já vem trilhando esse caminho, a professora cita a Best Buy, multinacional de eletrônicos com sede nos Estados Unidos. “Eles operam a partir de uma mesma visão que empregamos dentro da Vimer, o Business Experience, que diz sobre manter o foco humanizado na experiência de dentro para fora, promovendo a sinergia entre os departamentos de Marketing e Recursos Humanos – ou Pessoas, como prefiro chamar. Esta configuração justifica a agilidade de soluções que implementaram desde o último ano, como a alternativa de retirada de produtos comprados pelos canais digitais nas lojas em até quatro horas”, completa.

Para finalizar, Paula Costa faz um alerta: “Jogue-se na jornada de autodescoberta e construção de propósito, aproveitando a oportunidade do cenário de mudanças que o Mundo BANI traz para se transformar e evoluir junto com ele!”

Como evoluir no Mundo Bani: 6 práticas essenciais

Manter a mente sã, ter qualidade de vida profissional e, principalmente, emocional em um mundo tão imprevisível e complexo é uma tarefa cada vez mais desafiadora. Mas, para mostrar que é possível, a CEO da Dasein, Adriana Prates compartilha um guia com orientações práticas:

  • 1- É preciso entender que houve uma quebra no modelo anterior. Compreender esse novo sistema e a nova lógica de funcionamento das coisas é um passo importante a ser dado.
  • 2-Nostalgia e saudosismo não ajudam nesse momento histórico e marcante. É preciso desapegar dos modelos falidos e aderir ao novo que chegou para ficar. Abaixo a inflexibilidade, apatia e não responsabilização por si mesmo.
  • 3- A persistência e a dedicação para superar os obstáculos, sem desistir deles, farão com que as pessoas se tornem definitivamente mais fortes. Nas atribulações do cotidiano é que as grandes aprendizagens acontecem e criam o repertório essencial para se navegar em mares revoltos.
  • 4- A saúde mental e a inteligência emocional precisam ser priorizadas. Dominar emoções destrutivas requer ajuda de profissionais especializados. Aceite ajuda!
  • 5- Aprenda a fazer boas escolhas. Com o entendimento mais profundo e conciliador das próprias emoções, as decisões passam a ser tomadas com o uso do senso crítico e da análise ampla de cenários, conduzindo, portanto, a resultados desejados.
  • 6- A hierarquia não pode estar acima da humanização no trabalho. Logo, os líderes precisarão, definitivamente, cuidar dos seus liderados de forma atenta, empática e altruísta, os estimulando a superarem a si mesmos na direção do propósito maior que cada indivíduo traz dentro de si.
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