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Recrutamento além das fronteiras: com Clara Vitalini

“Nunca renunciamos à conversa presencial”

A CEO da EMA Partners Itália, Clara Vitalini, aborda os diferenciais do executive search

 

Em plena era da IA, é crescente o uso de ferramentas de tecnologia, por parte das empresas, para recrutar não só novos colaboradores, mas também seus gestores e talentos. Por mais que as ferramentas de automação tenham benefícios inegáveis, elas não exercem algo valioso: o papel consultivo das empresas de recrutamento executivo. Nesta entrevista com Clara Vitalini, CEO da EMA Partners Itália e referência no recrutamento executivo europeu, vamos mostrar o valor de métodos aprofundados das consultorias afiliadas ao grupo internacional.

Clara Vitalini é CEO da EMA Partners Itália e referência no recrutamento executivo europeu.

No recrutamento executivo realizado pelos membros da EMA Partners, cada entrevista é única, envolve a expertise humana do recrutador que busca, de forma aprofundada, pela história do candidato. Conte-nos mais sobre essa abordagem.

Garantimos, na EMA Partners, uma abordagem profundamente humana, tanto com clientes (empresas) quanto com os candidatos. É isso que nos diferencia, embora nos beneficiemos das ferramentas digitais que podem ser úteis em nosso trabalho e no setor em geral. Como fazemos isso? Nunca renunciamos à conversa presencial. Temos um sistema eficiente para buscar e conectar-nos com candidatos, mas sempre gostamos de vê-los primeiro em uma entrevista por vídeo e, em seguida, ter um contato presencial em nossos escritórios ou onde for mais conveniente para o candidato. Somos muito flexíveis e nos deslocamos, se necessário.

Muitas das nossas interações comerciais, inclusive, estão na região Norte da Itália, onde atuamos, então nos deslocar é muito viável. As interações presenciais também devem ser interessantes para os candidatos. Geralmente realizamos uma entrevista de carreira clássica, um teste de personalidade e uma sessão de “consultoria” na qual aprofundamos as motivações, os sonhos e competências para ajudar o candidato a se concentrar em qual poderia ser o seu próximo passo ideal. Esse processo flui muito melhor quando feito pessoalmente e pode ser auxiliado por ferramentas de IA, mas não pode ser substituído por elas.

Além disso, mantemos relações duradouras com nossos candidatos, independentemente de serem executivos de alto nível ou profissionais juniores – os acompanhamos com essa abordagem de consultoria ao longo de suas experiências profissionais. E quanto aos clientes (empresas), é claro que estudamos online seu histórico e formação, interagimos com ferramentas de IA para aprofundar o conhecimento sobre o setor e os Fatores Críticos de Sucesso (FCS), mas é fundamental “respirarmos” seu ambiente. Portanto, realizamos várias sessões presenciais para conhecer a gestão, entender suas organizações e principais movimentos estratégicos. Raramente nos baseamos em um único briefing com a gestão; gostamos de ver e conhecer tanto o RH, quanto as linhas de negócios envolvidas e, se possível, visitamos as instalações da empresa.

Quais são os riscos para a empresa ao delegar a busca de executivos a métodos pautados pela IA?

O risco que vemos é que o relacionamento, tanto com clientes quanto com candidatos, se torne excessivamente transacional. O projeto pode ser mais rápido, mas também mais superficial, deixando de lado um relacionamento sólido, como consultores, que tanto prezamos. Idealmente, as ferramentas de IA devem ser integradas ao processo, mas não devem governá-lo. Um segundo risco da delegação da IA é a existência de vieses internos no processo, dos quais não temos consciência e que achamos difícil identificar.

Por outro lado, não há como fechar os olhos para os benefícios da automação: o ideal é encontrar um equilíbrio, certo? O que você destaca de mais agregador na automação para a seleção executiva?

Seria tolice ignorar a automação, é como se evitássemos a contribuição positiva que um especialista competente do setor poderia trazer para uma equipe de projeto, já que ela de fato melhora a eficiência em termos de tempo e energia. Podemos delegar tarefas de grande volume ou repetitivas com facilidade, usando-a, em particular, como especialista na equipe, em uma ampla gama de tópicos. Somos expert em executive search, pois temos anos de experiência na seleção de executivos, e o “membro de IA” pode facilitar nossas tarefas e integrar nosso conhecimento amplamente.

À medida que continuamos a evoluir no uso da automação, estamos aprendendo que equipes híbridas estão sendo formadas, ou seja, equipes que contam com agentes humanos e de IA. E é isso que prevemos também em nosso setor: integrar a automação onde ela serve ao propósito, por exemplo, em buscas e seleção de currículos de alto volume, leitura semântica de currículo ou mapeamento de mercado de primeiro nível. Para mim, o lema de 2026 deveria ser “trabalho híbrido”, no sentido de unir o melhor do humano ao melhor da automação, com a mente e o coração tranquilos.

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