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Ensinamentos do turismo para a carreira executiva

“Um líder precisa ter a capacidade de se colocar no lugar do outro”

Bate-papo com Leandro Souza de Pinho

 

Sair do plano das ideias e ver o mundo como ele é. Se viajar é ser outro (fora de nosso confortável invólucro), quem sabe essa experiência nos abre caminhos para sermos “o outro”, compreendendo a real existência da diversidade? Para Leandro Souza de Pinho, superintendente de Recursos Humanos da rede de Supermercados Verdemar, isso não só é possível, mas real.

Viajar é uma perda temporária de identidade, uma possibilidade de renovação, de mudança de ritmo, de perceber outras formas de enxergar o mundo, de tentar compreendê-lo e se compreender a partir dessas experiências. É sobre o entendimento e respeito às diferenças”, diz.

Leandro está de pé em frente às pirâmides do Egito

Leandro é superintendente de RH da rede de Supermercados Verdemar.

Ele conta que conhecer culturas e pessoas diferentes o faz ter uma nova percepção do ser humano, plural e único. “Viajar é uma maneira de enxergarmos além dos padrões que estamos inseridos – familiares, regionais, sociais. Essa diversidade amplia nosso olhar e nos auxilia a fazer novas e melhores escolhas para nossa vida, nos auxilia a sermos mais generosos com as diferenças a nossa volta.”

A cada viagem que fez, Leandro pode conhecer ao menos uma pessoa com a qual conversou sobre temas cotidianos, buscando entender e comparar com o que vive e com os conceitos e “pré-conceitos” que tem dentro de si. “Ao final o saldo é sempre positivo, agrego novas percepções e me torno mais questionador.”

“Uma paixão é uma descoberta”

Desde as mais remotas lembranças da infância até hoje, as viagens marcaram sua vida como oportunidades de prazer e desenvolvimento. “Meus pais tinham as viagens como um momento de diversão e lazer para a família e por mais simples que fossem nossas viagens, pelos interiores de Minas Gerais ou nos estados onde eles tinham parentes e amigos, para mim, sempre foi a abertura para o novo – locais, pessoas, situações, aprendizados. Depois já adolescente, lembro que com meu primeiro salário fui para a rodoviária e escolhi um novo destino para conhecer. Começava ali os roteiros de uma vida inteira.”

Depois de conhecer inúmeras capitais e cidades turísticas do Brasil, Leandro se viu apaixonado pela diversidade de culturas, belezas naturais e, sobretudo, pelas pessoas do país. “Esta nação geograficamente ampla e ainda maior em diversidade, tradições, criatividade e chocante desigualdade social. Conheci inúmeras cidades, desde a impactante floresta Amazônica, à plural metrópole de São Paulo, a beleza inigualável da Ilha de Fernando de Noronha, aos áridos sertões da Bahia e outros tantos locais do Nordeste, o mesmo Nordeste, de belo mar quente, sorrisos, pimentas e fome. As cidades do Sul com seu desenvolvimento de origens Europeias, frio, chapadas, vinho e por vezes, marcante exclusão social, o Rio de Janeiro eterno cartão postal, com a sua já banalizada violência.”

Para ele, conhecer de verdade um país ou uma cidade é necessária uma imersão na realidade das pessoas que ali habitam, ainda que por poucos dias buscar viver como se nativo fosse. “Tal experiência é transformadora na medida em que, além de conhecer um novo lugar, é possível aprender e contribuir com o povo que ali reside, muito além dos pontos turísticos.”

“Os limites do conhecer me desafiam até hoje”

Com o objetivo de entender melhor seu país (e para se autocompreender), Leandro desejava experimentar outros povos, outros países, outras culturas. “Formas de viver sempre me fascinaram. E foi por isso que fiz um compromisso de todo ano conhecer, pelo menos, um novo país.”

Caminhei pela América do Sul – nossas similaridades e diferenças, povos, natureza, desigualdades, comidas, cheiros, crenças. Na Europa – o velho continente, mostrou novas formas de ver, viver e conviver, outras necessidades, belezas, luzes, bebidas, dia e noite, ali pouco dormi, queria mais tempo, falar melhor, experimentar ao menos alguns anos ali, ainda não pude, mas visitar sempre irei.”

Na América do Norte – o sonho americano faz as coisas funcionarem – transporte, acessos, informações, shows, teatros, museus… sim foi bom, quero conhecer mais e melhor, porque senti que faltou uma emoção que vivi em outros locais, talvez isso mude, gostaria que mudasse, apesar de ter gostado. Na América Central – do mar paradisíaco, à simplicidade dos nativos, servis ao turismo como em poucos lugares, ao impacto do magnifico povo de Cuba, que por si só, vale um capítulo de qualquer livro de viagem.”

Na África senti alegria, tristeza, vi sobretudo como somos privilegiados e cruéis, como o mundo convive pacificamente com tudo que se passa ali? Pensei isso a todo instante. Foi uma viagem de voluntariado, que me fez e me faz pensar no que realmente importa – no essencial, no amor, nas pessoas e como ainda estamos presos às necessidades supérfluas, como somos egoístas e como podemos dividir melhor.”

“Vivências que trago na bagagem”

Leandro acredita que não temos o poder de dissociar os diferentes papéis que todos exercemos – pessoais, profissionais, familiares. “Todas estas áreas da minha vida são influenciadas pelas vivências que trago na bagagem. Cada aprendizado colhido me torna mais preparado para a vida cotidiana, para os desafios profissionais e pessoais. Sabemos que somos um sujeito único, a soma desses repertórios nos torna quem nós somos e tudo isso interage e colabora entre si. Minha forma de ver a vida, de ver minha carreira e minhas relações também é influenciada pelas experiências que tenho em minhas viagens. Esses momentos de vida são mais um dos elementos na construção do que sou e do que ainda serei.”

Um líder precisa ter a capacidade de se colocar no lugar do outro, precisa conhecer os processos, cultura, pessoas para liderá-las, precisa exemplificar com suas atitudes os comportamentos que espera da sua equipe. Quando estamos abertos a conhecer o novo, precisamos de várias dessas capacidades e o treino sempre antecede a espontaneidade, na medida que vivenciamos no pessoal, mais facilmente exercitamos também no profissional.

Sendo assim, quando buscamos novas formas de nos comunicar e interagir em culturas diferentes, estamos consequentemente, desenvolvendo essa capacidade para o trabalho, o mesmo ocorre com a criatividade, já que as viagens estão sujeitas a imprevistos e quando ocorrem, a capacidade de buscar novos roteiros e de encontrar soluções rápidas nos habilita ampliar as nossas possibilidades de ação.

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