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Em 2018 seja mais simples, otimista e aberto às mudanças

Compartilhamento, funcionalidade, conectividade, mais acesso, menos posse. Esses são apenas alguns dos temas que figuraram, com certo destaque, nas rodas de conversas e nas mentes em 2017. Chegando à reta final deste ano, é natural nos questionarmos sobre o próximo: como será em 2018? Caminharemos, ainda mais velozes, rumo a outras ideias, tecnologias, técnicas e serviços disruptivos? Tudo indica que sim. Concordo, inclusive, com a aposta do intelectual Kevin Kelly, que diz: “no futuro você não será dono de nada e terá acesso a tudo”. Penso que este futuro está logo ali.

Estamos bem no meio de uma transição tecnológica que está mudando a forma que nos comunicamos, que nos relacionamos, que compramos, que aprendemos e, claro, que trabalhamos. De acordo com Kelly (que é co-fundador da Wired, a principal publicação global dedicada à tecnologia), nos próximos anos o nosso comportamento e nossa forma de trabalhar serão ainda mais modificados. Por isso é fundamental compreender essas mudanças, abraçá-las e usá-las a nosso favor. Muitos precisarão se reinventar completamente, outros precisarão investir parte do seu tempo aprimorando habilidades, e tem aqueles que vão demandar ajustes menores. O importante é estar de olho nas tendências e, sobretudo, aberto às mudanças. Destaco na sequência alguns pontos importantes desta análise:

É preciso um novo estilo de ser e de agir

É importante termos calma para analisar o cenário econômico-social e compreender que as teorias apocalípticas vão continuar a aparecer, como ocorreu em todas as grandes transformações da história da humanidade. A velocidade como as coisas estão acontecendo mudou as prioridades, trouxe um debate mais frequente sobre a consciência social e um novo estilo de ser e de agir. Os millennials chegaram mais cedo que as gerações anteriores aos cargos de maior poder de decisão e a forma deles agirem tem influenciado grandes transformações na forma como empresas e profissionais passam a se relacionar. Vejo que o impacto para executivos experientes tem sido muito positivo. A temática agora gira em torno de uma mudança de era; uma mudança de época, e não de uma época de mudanças, o que dá um tom mais disruptivo às considerações.

A instabilidade também traz oportunidades

Quando os modelos tradicionais passam a falir, a automação reduz postos de trabalhos (principalmente os mais repetitivos). Há uma necessidade muito maior de pessoas mais qualificadas, autônomas e interdependentes. Os executivos precisam saber lidar com ambientes menos rígidos, com hierarquias pouco definidas, interações mais frequentes e incertas, que apesar de gerar certa insegurança, apresenta também oportunidades para a realização da carreira dos sonhos, na qual, os bons resultados irão sobrepor a estruturas hierárquicas rígidas, obsoletas e patriarcais.

É importante unir forças

As boas ideias vindas dos mais jovens têm pouco significado se não contar com a capacidade de concretização, análise e planejamento, pontos fundamentais que os mais experientes poderão contribuir de forma consistente. Prova disso é o crescimento na contratação de executivos mais experientes em empresas de tecnologia, como revelou pesquisa da McKinsey e matéria do jornal Valor Econômico. A perspectiva é que essas contratações aumentem ainda mais em 2018. Essa diversidade tem dado um tom mais colorido, saudável e interessante para organizações que estavam à margem da inovação, da pesquisa e do desenvolvimento.

Fique atento aos bons exemplos

Todos nós precisamos aprender muito com o dinamismo, objetividade e rapidez para tomar decisões dos jovens entre 20 e 30 anos. É importante tentarmos ver o mundo pela ótica deles, seja aprendendo com os filhos, ou mesmo indo a eventos nos quais essas pessoas participam, acompanhando suas causas e captando a essência do que deixou de ser relevante e do que está ganhando notoriedade nos últimos anos. É fundamental saber mais sobre as novas tecnologias, os novos negócios via redes sociais, em todos os segmentos empresariais. A busca de parcerias, atuação colaborativa, homeoffice e escritórios compartilhados são tendências que vieram para ficar. A abordagem do design thinking que valoriza o pensar criativo, com a prototipação, testagens e inovação que traz de fato mudanças concretas no dia a dia das empresas é também uma área de conhecimento muito importante para um mundo que tem ficado bem mais interessante. Acredito que o modelo ainda vigente no mercado de trabalho, que deixa os profissionais com baixíssimo nível de engajamento e felicidade em relação ao que fazem, definitivamente está chegando ao fim. Melhor pra todos nós.

Em 2018: invista em suas habilidades

Definitivamente o treinamento individual, nas várias modalidades, cresce a cada dia. Em meio ao caos e as incertezas é de grande valia ter bons mentores, coaches e conselheiros para apoiar as pessoas a identificar essas novas trilhas de crescimento. A Dasein tem feito um trabalho muito integrado, com os executivos, sendo de fato uma referência segura para quem precisa otimizar o tempo e chegar antes dos demais aos níveis mais avançados de performance, engajamento, qualidade de vida no trabalho e realização como pessoa e profissional. Sabemos que mudanças sustentáveis envolvem uma abordagem que seja ao mesmo tempo leve, profunda, amorosa, consistente e eficaz. Nossos clientes sabem o valor que levam para as organizações quando experimentam o jeito Dasein de desenvolver pessoas e organizações. Nossa associação com a TGCL, que reúne os melhores escritórios do mundo em consultoria de liderança, faz com que não nos estagnemos. Eles nos convocam a um movimento constante e robusto de atualização com ferramentas, cenários, tendências e mais do que tudo isso, com a capacidade de gerar e produzir conteúdos e soluções inéditas para os nossos clientes, que têm relatado muita satisfação com o nosso trabalho.

Copa e eleições

Muitos se perguntam se a Copa do Mundo e as eleições presidenciais podem interferir no mercado. Particularmente vejo que os profissionais não devam ficar atentos a esses eventos, pois isso gera insegurança e diminuição da capacidade produtiva. Os executivos brasileiros são muito valorizados não só no Brasil, mas também nas regiões mais aquecidas do mundo, como Ásia, Estados Unidos, Emirados Árabes e Europa. Talvez em relação às eleições tenha algum período de maior instabilidade, mas eu acredito que será de curta duração. Já a copa do mundo na Rússia, eu penso que terá pouca influência na indústria brasileira, nem negativa e nem positiva. A máxima precisa ser: “Dê o seu melhor, mantenha-se focado, esteja atualizado, cuide da sua saúde, e o resultado virá”.

Apostas para o mercado

Afora a tecnologia, estamos vendo que a indústria brasileira, de modo geral, tem aos poucos retomado o crescimento. O primeiro passo foi encerrar o ciclo de demissões, depois disso, foi eliminar a capacidade ociosa e agora as novas contratações trazem um fôlego renovado ao mercado de trabalho, oferecendo mais perspectivas a profissionais que estavam há meses sem um trabalho adequado. Como já mencionamos, a tecnologia está abrindo muitas frentes de trabalho, mesmo em empresas tradicionais. No entanto, profissionais de finanças, operações, logística, meio ambiente, pesquisa e desenvolvimento, nos segmentos de agronegócio, indústria médica e farmacêutica, mineração, energia e sustentabilidade e o mercado financeiro tem assumido um maior protagonismo com tendência a se consolidar em 2018.

Cultive a simplicidade e seja otimista!

É muito importante manter o otimismo, aumentar a convivência com amigos das diversas tribos e familiares, cuidar do corpo e da mente. Essas condições básicas são definitivas para ter mais sucesso no trabalho. Uma pessoa que busca uma vida mais simples, equilibrada e organizada é mais feliz. Todo mundo quer trabalhar com alguém assim, afinal, chega de reclamações, há um Brasil todo para ser reconstruído.

*Por Adriana Prates, presidente da Dasein.

**Para quem quiser se aprofundar nas apostas de Kevin Kelly, indico a leitura de “Inevitável – As 12 forças tecnológicas que mudarão o nosso mundo”. O livro foi recentemente lançado no Brasil.

 

 

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